.antesdeebê.

 

Minha macieira merece mais moleques mordiscando maçãs. Manhãs manhosas mananciando moradores mairiporenses. Manchis manchados. Maminhas mutiladas. Mármores moelados.

Mães musiquins, musetas manuseadas. Menos musais maestrando mulheres. Mais musas malabariando multidões.

Musgosos ministros maltratam meus músculos medianos. Mestres medíocres mediam minha miopia. Maestros mal manjam manuscritos.

Maniqueísmos moralmente moralizados. Mabandidos metropolitanos minuciosamente melhores. - Medo? - Magina!

Minh'alma mudará massas. Macaqueações mudarão muros. Macarronadas maestrais majarei!.

- Mama mia!

- Miau.

     .omissãointelectual.

Intelectuais batem em retirada noutra forma de estratégia

     A desaceleração de opiniões e visões estritamente críticas por parte de intelectuais que averiguam e analisam o governo brasileiro, não é meramente ocasional.

      Estes que procuram explicações e interpretações para acontecimentos políticos e sociais, como num comum acordo, resolveram se calar, neste período de turbulência e declínio partidário do PT. 

     A omissão empregada neste momento por parte dos intelectuais torna-se um meio de defesa já que a promoção por parte deles no governo esquerdista pôde ser visto com mais entusiasmo. 

     Neste movimento de silêncio e ausência, uma reclusão estratégica seria compreensível, pois, suas fichas foram todas apostadas em prol do governo que prometia uma reviravolta na forma de atuação política num país - como qualquer outro - de direita. 

     Agora em gestão, intelectuais/filósofos, buscam um entendimento de tudo que está se passando. Extraindo qualquer visão ingênua deles, esses intelectuais afirmam que no começo do governo Lula, ouve uma defasagem no plano de governo, neste que teria que mostrar o porquê de sua vinda e, iniciar um combate contra a luta de classes, reforma política e tributária. 

     Que não soe como covardia esta silenciosa manifestação destes intelectos. Simplesmente agora, procurem um calculismo omissor que antes não fora usado.

     Nota: Texto produzido em dois de abril de 2006.


 

.nospilaresdacidade.

Crescimento populacional desenfreado e sem estruturação de saneamento

          Noto ao pegar uma estrada hoje, tanto para o litoral, quanto para o interior, que a paisagem urbana insiste a ir junto comigo quilômetros a fio.

          O crescimento habitacional desordenado de cidades como São Paulo, que se uniu a Barueri, que por sua vez se unirá a Jandira e que ficará bem pertinho até mesmo de Campinas, fará dos seus 90 quilômetros de distância da capital um detalhe. No sentido litoral, a cidade de Cubatão se expande na vertical.

          Oito mil famílias compõem um quadro habitacional na Serra do Mar, que representa mais de 30% da população de Cubatão e isso vem assustando o governo do estado de São Paulo. Uma série de encostas que deslizam, colocando em risco essas famílias que se aventuram na construção de seus barracos. Diz o secretário estadual de habitação, Lair Krähenbünl, que completa. "Fora os atropelamentos que a EcoVias contabiliza", diz. O que mais chama a atenção nisso tudo, é a erosão causada por esse crescimento, que pode afetar os pilares das rodovias dos Imigrantes e da própria Anchieta que são os maiores corredores exportadores do Brasil.

          Esses moradores ganham mais força em suas ocupações, devido a atividade econômica que se consolida na região. Estabelecendo uma independência consumidora, isto é, os moradores não precisam se deslocar até a baixada ou Cubatão, criando raízes habitacionais mais sólidas.

          A prefeitura de Cubatão, tem um trabalho preventivo para estancar o crescimento habitacional na serra e dar início a operação de retirada dessas famílias.

          Agora, vai tirar de lá e por aonde?

  .jáéalvorada,memandoamanhã.

     ‘Causos’ de uma metrôpole férrea   

     Todas as alvoradas me intinero no transporte coletivo desta paulicéia rotineira, que me permite enxergar com lentes de contato.

     Abundantes signos atravessam a retina de milhares de paulistanos, mas, não na mesma proporção de perceptiva. Os significados sim, saltam aos olhos de quem se permite analisar. Principalmente nas conversas dentro de coletivos viários e férreos, que saltam na sua frente sem que você requeira. São apresentações informais entre dois interlocutores (ou mais), sem prévio apertar de mãos. Somos capazes de saber o que seu vizinho de metro quadrado ao lado, irá fazer ainda aquele dia ou planos futuros, tamanho o volume da voz ao celular. Noutro, o comentário preconceituoso de duas amigas ao avistarem uma garota com diversas tatuagens. A vibração de felicidade dos apressados com a chegada do trem vazio destinado em horários de maior movimento, em determinadas estações. Os gritos seguidos de sustos ao verem uma usuária, presa entre o vão da porta bem na minha frente. Sua mão retorcida. Socorro. Choro. Pela primeira vez, vi o dispositivo de alarme ser acionado. Ainda sim com muito sacrifício para quebrar o suporte de plástico. Num súbito todos retomaram seus destinos.

     No sentido bairro-centro, em incessantes alvoradas, a chegada da minhoca de metal na estação Brás (bairro que leva o mesmo nome, famoso pelo comércio popular e de um Adoniran também popular), o que já era apertado, torna-se prensado, como qualquer cachorro-quente vendido no centro da cidade. Trabalhadores que já enfrentaram trens da Grande São Paulo, agora querem engrandecer o espaço pequeno dos vagões.

     “Atenção! As escadas rolantes que dão acesso à linha um azul, estão inoperantes devido ao grande volume de usuários”, metroviário da estação Sé, justificando o caos numa segunda-feira notorrenta.  Tá bom, a culpa agora é nossa.

     Nos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), sabemos que são vendidos inúmeros produtos: tabuadas, chicletes, balas, lâminas de barbear, canetas, etc. E também sabemos que nos trens do Metrô, a fiscalização destes camelôs ou marreteiros (como diz meu pai), é maior que a da CPTM. Excepcionalmente, um penetra vendedor de balas chamou a minha atenção na linha vermelha que liga o oeste da cidade ao leste. A criatividade deste, poderia ser aproveitada por uma companhia de teatro (isso se ele já não faz parte de uma). Primeiro ele fez aquele discurso que todos conhecemos. E logo emendou: “Tá vendo, não adianta o manjado!”, disse ele decepcionado. Na seqüência, fez uma espécie de psicologia reversa. Disse: “Olha, me proíbem de vender meus produtos aqui! Mas não quero dizer que 15 balas, eu cobro um real. E que vocês podem levar por um real, dois pés-de-moleque!”, diz.

      Desci na mesma estação que ele, para lhe fazer algumas perguntas. Quando lhe perguntei se aquele era o seu único meio de renda, José Carlos de 29 anos, disse que vende seus doces à anos e que sim, era um dos seus meios de renda. Porque à noite lecionava artes circenses para palhaços na comunidade onde mora.  

tudoverdade.

It´s All True

     Rua Augusta, 28 de Março de 2007, 18h21.

     Me retirado do Cinesesc, depois de mais uma etapa das exibições de curtas-metragens do 12º Festival Internacional de Documentários, me deparo com esta..."Acredito em Deus e na justiça brasileira" - mensagem não assinada no perfil de um prédio vitimado.


     Festival que traz como tema as inverdades e demagogias de uma sociedade perdida em seu espaço.


     E quem se interessou pelo festival, ele dura de 22 de março à 1º de abril no: Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural São Paulo, Cinemark Eldorado, Cinesesc, Cinusp e Itaú Cultural.


     E você que se interessou pelo prédio e sua mensagem, ele fica na esquina da Rua Augusta com a Alameda Santos.

etudoverdade.com.br

.oexterminador(relativo)dacarência.
Prepare-se. O próximo pode ser você.

     Devido a tecnologia, dificilmente vejo pessoas sozinhas num tempo considerável. O ócio ou o: "à toa", não faz parte dos momentos do dia em que podemos ficar com nossos botões.

     A tecnologia fez com que o eterno-carente-ser-humano não sinta-se sozinho. Quem não já viu uma pessoa checar o celular sem ele ter tocado? Basta reparar: na rua, na fila do banco, no ônibus, no Metrô, no ponto de ônibus, e principalmente no restaurante. A espera do prato não se pode valer apenas pela espera do prato! Basta alguns segundos e o eterno-carente-ser-humano já abre o celular para sanar sua carência nesse tempo de espera. Ou podemos ter a leitura da situação a seguinte: "Olha, não estou sozinho esperando o prato. Estou acompanhado de meu celular!". Aonde foi parar aquele clima de pausa para o almoço? Tudo bem. Cada um faz do tempo de almoço o que quiser. Mas, sozinho, soa como um condicionamento obsessivo de estar em contato sempre com alguém.

     Estava indo para o trabalho num dia desses, e uma moça com aparência de uns 28 anos me chamou a atenção devido sua insistência com seu aparelho celular. Outra coisa que quero salientar, é falar ao telefone num transporte coletivo em voz alta, quantas vezes pude presenciar tal episódio que é extremamente desagradável. Você fica sabendo da últimas façanhas dos interlocutores, sem ao menos os terem apresentados. Ainda mais se o coletivo estiver cheio. Simplesmente inadequado. Voltando. A tal moça, além de fica atazanando a outra, ela ligava à cobrar! Num exercício de (9090+número) ela repetiu o feito umas seis vezes, até encher-se e mandar um torpedo. Ou mensagem, como queiram.

     Na mensagem dizia:
  
     "Seu cretino porque você atende a p#*!@ do celular?!"
   
     Além do "cretino" em questão não atender, pôr seus motivos, ainda teve que ler uma mensagem dessa! A solidão de estar num trem lotado estava deixando a ECSH em pré-surto.  

     Sintetizo que, a arma contra a solidão num ócio benéfico, tornou-se outra arma numa espécie de proteção ao outro que, talvez gostaria de permanecer no ócio. 

.nodiaemqueaterrafalou.

Opinem. Ou não.

          Imaginem se todas as pessoas deste globo terrestre resolvessem falar ao mesmo tempo? Com certeza aconteceria uma espécie de armagedon sonoro.

          Com o excesso de informação estampada em qualquer lugar, possibilita qualquer pessoa (também em excesso) a opinar. Opiniões rasas, superficiais assim como uma passada de olho numa página inicial de um provedor de internet.

          Cuidado ao pedir uma opinião. Ela pode vir. A vontade de ser útil, atrai ainda mais esses tipos que querem a qualquer custo expor sua opinião. Tenho a impressão de que antigamente as conversas eram mais apuradas, contidas em fundamentos para uma conversa. Ou simplesmente uma prosa a ser tirada, e nada mais. Sem o propósito de provar ao receptor sua “inteligência”.

          Na roda de amigos isso é muito comum. No trabalho acontece o tempo todo. Todos querendo dizer a melhor sacada. A melhor piadinha branca-escritório como a pele do emissor. Nas faculdades então, é um afronto. Além dos colegas de estudo quererem ser maiores do que são, há professores que numa espécie de ventilador, saem tagarelando sobre tudo e todos sem ao menos pensar. Já em contra partida outros gritam com os olhos. Analisam cada palavra dita a sua frente e disparam um sorriso no canto da boca.

          Raros os comentários e opiniões que meu ouvido consegue captar. Não por falta de humildade ou tolerância. Apenas meu ouvido, que tem vida própria, é capaz de discernir coisas que o surpreenda. Que faça valer sua presença numa discussão, debate, ensinamento. Sua faculdade, entra em conflito quando se depara com a obrigatoriedade de ir a uma instituição de ensino, somente por costume. Porque esta, não faz jus ao seu dever. Depois as bocas colegas o encontram e tascam a pérola: “Tá sumido!”.

          Lembrem-se do senso comum. Que lhe deram dois ouvidos e somente uma boca. Dois receptores para um só microfone. E fiquem atentos. Quando todos pararem de falar ao mesmo tempo, alguma pessoa dirá algo, e talvez essa fará a diferença.

.ideologiautópica.

Condutas equivocadas.

          O cargo de agente ético passa-se quase despercebido pela sociedade. Salvo os interessados pelo bem-estar de um Estado ou meros curiosos pelo tema.

          Os valores adquiridos pelo homem, constantemente, entram em atritos com os estabelecidos pela heteronomia de uma sociedade. São conflitos muitas vezes desrespeitosos.

          A autonomia do agente ético sofre uma desproporcionalidade quanto aos valores éticos de uma sociedade. Cada pessoa adquire uma doutrina de pensamentos e raciocínios. Quando se tenta expô-la, é banida avassaladoramente pela ética social cristalizada e categórica. Com poucas chances de notoriedade, a autonomia perde força e entra no “andar da carruagem” social.

          A violência empregada da sociedade inibe qualquer indução de contraproposta ou direito de resposta por parte de agentes. Um exemplo é o banir no ensino público de disciplinas reflexivas, que podem gerar desconforto num sistema político. Filosofia, antropologia e sociologia são assuntos totalmente pertinentes a cidadãos, que passam todo o período estudantil sem ao menos saber nomes de famosos pensadores. O rompimento intelectual inicia-se cedo num país que sutura o evoluir de seres humanos. Neste caso, a sociedade assume o codinome: violência e, por conseqüência, o agente ético o de: ética (ressalto fatos isolados como este).

          Quando se discute a violência física, estamos discutindo o final, a ponta de toda e visível violência real que já se antecedeu. A limitação a somente um tipo de violência faz com que se busque uma resolução para o produto final, resultado da primeira camada de epiderme medíocre de uma ética demagoga. Aplicar a ética como se fosse um método remoto, que estará intacto a espera de uso, só faz crer, que, está em desuso. A ética é uma maneira de agir constante e rotineira. Para restauração atual, a usamos com conservadorismo passado para um retorno do Bem.

.espetáculodavida.

Uma breve descrição e leitura das verdades.

          O Teatro. Arte vinculada ao deus grego Dionísio, atravessa tempos que talvez nem ele imaginaria. O Drama. Difundido na Grécia antiga como a arte mais representativa do homem, destacando-se até da escultura, que apesar dos traços perfeitos da reprodução humana, era especulada como mímesis. A Dança. Contemplada por olhares mudos, na tentativa de interpretação do gesto, da movimentação brusca, sutil, agressiva, suave. O Humor. Tentativa de elevar o espírito da platéia e sentir reciprocamente o mesmo estado.

          A mentira. Presente no espetáculo belga "O Quarto de Isabella", abundantemente vivido pelo ator embriagado que aliciou sua própria mulher inconsciente, traz aos espectadores o resultado de uma mentira que ganhou como saldo o arrependimento e a dor da culpa.

          Segundo Aristóteles, a mentira pode ser uma verdade que o locutor queria que fosse mentira. Ou, até mesmo, uma fuga da responsabilidade do erro cometido. E todos nós estamos cansados do clichê: "Não existe verdade absoluta" - mas isso é outro assunto.

          Na mentira, a busca por favorecer um lado na história por meios inverídicos, vêm munida de argumentos que o orador aspirante a advogado, tenta persuadir o júri. Seu êxito se concretiza, quando por meios éticos e de “ele não mentiria pra mim” do receptor, aceita a versão dos fatos, visando um bem estar comum. Só que nem sempre isso ocorre. Quando se trata de um abuso nítido da subestimação de  sua inteligência,  o receptor interrompe a narração e pede licença para sair do tribunal. Por tamanha audácia decide somente ser ouvidor.

          A amizade. Sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família, segundo o dicionário Aurélio. Interesse de comum acordo entre as partes, que desenvolvem uma relação de sinceridade, respeito, fidelidade e lealdade. Sim, porque, fidelidade é muito diferente de lealdade. Na fidelidade, o indivíduo é conduzido a total e exclusivamente a regras estabelecidas pela sociedade ou pelo acervo pessoal. A lealdade, parte da fidelidade, com algumas alterações. Pode não seguir a risca os componentes da fidelidade. Pois, ele pode trair a outra parte, mas permanece leal pela pessoa que se relaciona. Por exemplo, você se casa com uma pessoa e essa o trai, essa pessoa não é fiel. Você fica sabendo, mas a perdoa. Esta que te traiu, permanece sendo sua companheira, isso é lealdade.

          Assim, numa Amizade, o cenário que envolverá todo um Teatro que estará por vir, desenvolve um Drama. Lhe pedem para encarar com Humor, só que você Dança, e que resta de saldo, é a medíocre Mentira.

.quemquerdinheiro?.

Mais imposto para algo já pago.

          O governo Lula decidiu não transferir para as empresas privadas, a operação de conservação de sete trechos de estradas federais e, que passará a administrar diretamente essas praças de pedágios. Isso foi dito pela ministra chefe da Casa Civil do governo, Dilma Roussef.
          Essa retenção de responsabilidade feita pelo governo, não garante total eficiência nos reparos das pavimentações. Já que nem as concessionárias contratadas, seguem friamente suas obrigações perante aos usuários, que desembolsam quantias elevadas nas praças. Não justifica o preço exacerbado de praças como a da Rodovia dos Imigrantes, que responde pelo título do pedágio mais caro do Brasil para carros de passeio. R$14,60. Seu fluxo acentuado  nos feriados, fins-de-semana ou até mesmo pessoas que realizam o trajeto diariamente, abasteceriam os cofres das concessionárias.
          O governo tenta mostrar que consegue administrar tamanha responsabilidade e a qualidade das estradas vão declinar num súbito.

.asmarginais.

          Se a moda pegar, as próximas vítimas serão as marginais do Rio Pinheiros e do Tietê. Projetos que estão em posse da câmara municipal de São Paulo, possuem idéias de pedagiar a pista expressa das marginais para “desafogar” o trânsito destas que é intenso o dia todo.
          Segundo o vereador e líder do governo no legislativo, Gilson Barreto (PSDB), o projeto é prioritário em 2007. E completa com a idéia de que se o paulistano preferir se deslocar com comodidade, basta pagar a quantia de R$6,00. Valor designado para as horas de pico na cidade. Já o petista José Américo, reforça as críticas do projeto. “São Paulo é o estado mais pedagiado do país”, assegura.
          Agora que nos resta é esperar.

          Este é um escape e uma injeção num espaço onde pode-se exibir as indignações e visões de uma pólis que não se comporta como Estado.

.gustavonunes.

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